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  • 28 de Abril de 2017
Um macaco encontrado morto e outro doente após varredura no Parque do Atalaia, em Macaé
Equipes fizeram uma varredura em três quilômetros de trilhas do Parque Municipal.
Publicado em: 04/04/2017 Às 17:24 - Atualizada em 24/04/2017 Às 1:25

Por Luan Santos

Ascom

Varredura Parque Atalaia. Macaé/RJ. ( Foto: Ana Chaffin / Ascom)

Mais dois macacos bugios foram encontrados, um doente – que foi recolhido para tratamento -, e outro já morto em estado de decomposição, no Parque Municipal Atalaia, em Macaé, nesta terça-feira (04/04). Além desses animais, outros dois macacos haviam sido encontrados mortos no fim de semana. As causas das mortes dos animais estão sendo investigadas.

No interior do Estado, já são sete casos confirmados em Casimiro de Abreu, sendo um óbito, um caso confirmado em São Fidélis e outro em São Pedro da Aldeia (paciente contraiu a doença em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu), além de um óbito de um morador de Porciúncula, que estava internado no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna.

Em Macaé, os primatas foram encontrados por representantes do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Ambiental do município, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nupem/UFRJ) e órgãos da prefeitura, durante uma varredura em três quilômetros de trilhas do Parque Municipal.

De acordo com o secretário de Ambiente, Gerson Martins, o animal encontrado com vida será encaminhado para que passe por análises da Fiocruz. “Estamos em contato constante com a equipe da Fiocruz, para que a análise no macaco seja realizada o quanto antes, respeitando e entendendo a demanda de trabalho do órgão neste momento”, afirmou.

CAPTURA DE MOSQUITOS

Outro objetivo do trabalho de hoje no Parque Atalaia foi colocar 20 armadilhas para capturar mosquitos e verificar se há os das espécies Haemagogus e Sabethes, vetores da febre amarela silvestre. De acordo com a bióloga e pesquisadora do Nupem/UFRJ, Alessandra Alvarenga, com a armadilha do tipo ovitrampa será possível, em um período de sete dias, capturar até 350 ovos em cada uma delas.

“Essas armadilhas foram colocadas a dois metros do chão e, dentro de uma semana, retornaremos à mata para retirada do material, que será encaminhado para estudos”, acrescenta a pesquisadora.

O trabalho, realizado por integrantes do Parque Atalaia, Guarda Ambiental, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Nupem/UFRJ e voluntários vacinados, terá monitoramento de rotina dos profissionais do local.

Para reforçar os cuidados e evitar que a doença faça vítimas no município, por precaução, desde o mês passado, o parque está fechado para visitação. Pelo estado de decomposição dos macacos, não foi possível fazer análise nos órgãos (baço, coração e fígado) dos animais para confirmar a doença.

O Parque Atalaia é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral com 235 hectares e pertence a Córrego do Ouro, região serrana de Macaé. Possui quatro trilhas: Córrego Atalaia (captação de água), com percurso de 1.413 metros; Figueira Branca (mirante), com percurso de 810 metros; cachoeira do Salto, com percurso de cinco quilômetros e Científica, com percurso de 1.950 metros.

VACINAÇÃO
Moradores do entorno do Parque Municipal Atalaia, que ainda não tinham se vacinado contra a febre amarela, foram imunizados na última segunda-feira (03/04), por uma equipe volante de vacinação da Secretaria de Saúde.

Quem precisar ser imunizado contra a febre amarela deverá procurar a unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) mais próxima de sua residência para cadastro. Para realização do cadastro, é necessária a apresentação do comprovante de residência. No caso de não haver uma ESF perto de casa, procurar a Casa da Vacina. Quando novas remessas das doses forem encaminhadas pelo Governo do Estado, o usuário será contactado para que retorne ao local, a fim de que seja vacinado.

A Casa da Vacina funciona na Rua Antero Perlingeiro, 76, Centro, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Esta unidade segue com a vacinação de quem já havia realizado o agendamento anteriormente.

Em Macaé, cerca de 163 mil pessoas já foram imunizadas contra a febre amarela, o que corresponde a 81% da população alvo a ser vacinada na cidade.

ARMADILHAS
As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, os pesquisadores inserem uma palheta de madeira, que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos. Dentro do recipiente, é colocada uma substância larvicida. Dessa forma, os vigilantes conseguem observar de maneira mais rápida e eficiente a quantidade de mosquitos naquela região e aceleram as ações de combate, sem que o inseto se desenvolva.

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