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  • 28 de Abril de 2017
Acusado de triplo homicídio, ‘Pindoco’ vai júri popular hoje
Rua onde fica localizado o Fórum será interditada. Guardas e PM farão segurança.
Publicado em: 20/03/2017 Às 15:01 - Atualizada em 22/03/2017 Às 22:16

Por Luan Santos

Da Redação, em Macabu

Foto: Ururau

Cristiano Maurício de Castro, de 39 anos, acusado de matar três pessoas da mesma família em 2013, em Conceição de Macabu, vai a júri popular nesta quarta-feira (22), às 10h, no plenário do Fórum da cidade. O juízo da comarca requisitou auxílio da Polícia Militar para garantir a segurança dos presentes no fórum, bem como para proteção dos arredores. Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) irão isolar a rua onde se situa o edifício durante toda sessão.

Senhas serão distribuídas, às 9h, à população que pretende acompanhar o julgamento na platéia do plenário. Para a família das vítimas e de Cristiano, mais conhecido como “Pindoco”, o limite é de três pessoas, que inclusive devem ficar assentadas em lados opostos.

O crime

Amariza Alves dos Santos de Moraes, na época com 59 anos, a filha dela, Simone dos Santos, com 39 anos, e o neto Marcelo Santos da Silva, com 17 anos, foram mortos a tiros na residência, situada no bairro Vila Nova. A ex-mulher, Cátia dos Santos, atualmente com 39 anos, levou um tiro na cabeça, mas sobreviveu. Cátia perdeu a visão em um dos olhos.

Segundo relatos da polícia à época, o réu teria entrado na casa da ex-esposa, arrombando o portão e a janela do imóvel no bairro Vila Nova, utilizando um machado. Ele teria matado a ex-sogra ainda na sala, enquanto a ex-mulher se escondeu no quarto com a irmã e os filhos. Marcelo teria entrado em luta corporal com Cristiano — removendo assim uma máscara que ele estaria usando para encobrir o rosto — sendo atingido por um tiro a queima roupa no peito. Logo depois Pindoco teria atirado contra Simone e Cátia.

Pouco tempo antes do crime, no dia 26 de fevereiro, Cátia registrou boletim de ocorrência na 122ª Delegacia alegando ter sofrido ameaças de morte do ex-companheiro. Na ocasião, Pindoco teria colocado uma arma na cabeça dela dizendo que se a mesma não voltasse para casa, ele mataria ela e a família.

Cristiano foi preso no dia 4 de de março de 2013, quando foi localizado por policias em Macaé, município vizinho. Ele tentou fugir, mas foi perseguido e capturado. No dia anterior, a casa do suspeito foi incendiada.

Cristiano era suspeito de adulterar água

No dia 19 de fevereiro do mesmo ano, menos de um mês antes da chacina, o estabelecimento de Cristiano, na época localizado no bairro Usina, foi interditado pela Vigilância Sanitária por suspeitas de adulteração de água mineral.

A suspeita surgiu através de denúncias de consumidores, que teriam relatado que o estabelecimento, uma fábrica de gelo, estava adulterando o rótulo da empresa Trajano de Moraes, injetando água de origem ainda desconhecida, e encaminhando para comercialização.

De dentro da prisão, Cristiano aplicava golpes de ‘falso sequestro’

Segundo uma matéria do Jornal O DIA, em setembro de 2015 policiais da Delegacia Antissequestro (DAS) prenderam em flagrante quatro suspeitos de integrar uma quadrilha que aplicava o golpe do falso sequestro. Parte do bando já estava presa e comandava as ações do interior de um presídio em Campos. Cristiano Maurício de Castro foi um dos detentos apontado como integrante do crime.

Ainda de acordo com O DIA, a quadrilha ligava para vítimas, simulando que parentes estariam sob o poder de criminosos.

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