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  • 28 de Abril de 2017
Pesquisa feita em Macaé exclui presença de febre amarela silvestre
Desde 2015, a região serrana de Macaé e o Parque Atalaia vêm servindo de base de pesquisa.D
Publicado em: 27/01/2017 Às 10:46 - Atualizada em 27/01/2017 Às 10:46

Por Portal Jornada

Da Redação, em Macaé

(Portal Jornada / Reprodução)

Desde 2015, a região serrana de Macaé e o Parque Atalaia vêm servindo de base de pesquisa de doutorado sobre a febre amarela silvestre, para a Fiocruz. A tese vem sendo produzida por Filipe Abreu e analisa o risco da reemergência da doença. O pesquisador esteve em Macaé e em outros municípios do Rio para investigação nas áreas de matas.O trabalho ainda está sendo concluído, mas já foi identificado que em Macaé, em específico, não foi encontrado sinal da doença.

Doutorando em Biologia Parasitária, o foco da pesquisa de Filipe é o mosquito, no caso, os gêneros Haemagogus Sabethes, vetores da febre amarela silvestre. Já o vetor da febre amarela urbana é o Aedes aegypti.

“A gente pesquisa as espécies de mosquito e os tipos de primata que vivem nas matas do Rio. Os macacos são hospedeiros e um sentinela da doença para nós. Quando há mortes de primatas, é preciso identificar para que as pessoas daquela região sejam vacinadas. Isso é o que chamamos de epizootia. Quando eles morrem primeiro, isso é um indicativo de que pode ocorrer febre amarela na região. No Rio, a gente queria fazer um levantamento dos tipos de mosquito, macacos, condição das mata, relevo, temperatura, para ver se tem risco e de onde seria essa entrada” explicou o doutorando.

Em Macaé, Filipe esteve na região serrana, no Sana, e no Parque Atalaia, locais onde a mata atlântica é bem conservada. “Encontramos os vetores em todo o Estado, mas os testes mostraram que nenhum deles estava infectado. Estivemos nos locais em maio de 2015 e depois em fevereiro de 2016, mas continuamos sempre em contato com o pessoal, quando aparece alguma espécie de primata, por exemplo. Analisamos um sagui e um bugio, que  apareceu atropelado na estrada. Fizemos os testes e não tinham evidência da doença”, relembrou, ressaltando o apoio que recebeu da equipe do Parque Atalaia, da Guarda Ambiental e do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Sana.

A pesquisa prosseguirá até 2019, quando a tese será concluída e apresentada.

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