//Cantor Dom Américo morre aos 69 anos em Campos

Faleceu na manhã desta segunda-feira (25), aos 69 anos, o cantor, compositor e instrumentista Osvaldo Américo Ribeiro de Freitas, popularmente conhecido como Dom Américo. Ele estava internado desde a madrugada de 2 de março no Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos, após ter sentido intensa falta de ar, e desde então seu quadro era grave. Osvaldão, como também era conhecido, sofria de diabetes e hipertensão. Recentemente, emagreceu consideravelmente devido a tratamento com hemodiálise. Ele teve falência múltipla dos órgãos por volta das 11h. Ainda não foram divulgadas informações sobre horários e locais de velório e sepultamento.

Com a façanha de transitar por todos os estilos musicais, Dom Américo, natural de Campos, conseguiu se transformar em um artista múltiplo, cantando e tocando em eventos de formatos bem diferentes, com a medida certa para cada um. No repertório histórico, destaque para a canção “Butterfly”, grande sucesso de sua carreira, iniciada em 1967.

Segundo o Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira (MPB), do Instituto Cultural Cravo Albim, Dom Américo lançou em 1990, pela Polygram, o LP “Luminosidade”. Em 1992, pelo selo Tropical/Polygram, foi a vez do LP “Universo”. Quatro anos mais tarde, pela BMG Brasil, veio CD “Salsa Brasil”. Em 2001, participou do CD “Swing Bahia”, lançado pelo artista Gil Paixão pela gravadora Paulitura, interpretando a música “Nas Ondas Do Desejo (Nunca Me Esqueça)”, de Marrom. Em 2018, comemorando 51 anos de carreira apresentou-se em show beneficente no Asilo Monsenhor Severino. Durante os dias de folia, também se apresentou nos municípios de São João da Barra e Quissamã.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura (Comcultura) de Campos, Marcelo Sampaio, lamentou a morte de Dom Américo. Segundo Marcelo, uma homenagem ao artista era planejada em seu Centro Cultural para o artista, que já se queixava de problemas de saúde.

— O conheci quando ainda era Osvaldão e já superlotava as casas noturnas nas quais se apresentava. Adotou o nome artístico Dom Américo e conseguiu aumentar ainda mais a sua já enorme legião de admiradores. Com o seu falecimento, Campos perde uma das suas vozes mais marcantes, e o Centro Cultural Marcelo Sampaio, a oportunidade de homenageá-lo em vida. Já estava combinado com ele e teria direção musical de Matheus Nicolau. Ficamos mais pobres artisticamente — lamentou Marcelo.

Presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Wellington Cordeiro usou trechos de “Butterfly” para se despedir de Dom Américo via Facebook.

— Ele veio como um arco-íris, nos cobrindo de uma tempestade. Nos deu a alegria de uma criança ao girar no carrossel de um parque. Mas, nosso butterfly embarcou na garupa da saudade. Nos lembraremos dele a cada sol brotando no canteiro, no voar de uma borboleta, no desabrochar de uma flor. Diria para ele: Querido Dom, “diga que não vai desta vez voar de mim. Vem estrelar, lua da manhã, céu de flamboyant sobre os girassóis do meu jardim”. Nesta manhã nublada, nossos olhos estão chovendo. Descanse em paz, amigo — escreveu Wellington.

Ex-vice-presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Viny Soares também comentou o falecimento do artista na rede social. “Dia cinzento e triste, mas guardarei a sua aletria, musicalidade e (o) carinho que sempre teve comigo. Descanse em paz, meu muso, minha regência”, publicou Viny.

Gerente de artes e ofícios da FCJOL, Pedro Fagundes foi outro a se manifestar no Facebook: “Descanse em paz, D. Osvaldo Américo. Para sempre em nossos corações! Que Jesus lhe acolha em sua misericórdia infinita. Dia triste”.

Fonte: Folha 1